terça-feira, 10 de novembro de 2009

Era uma vez um cão

Era uma vez um cão
Que dizia que era um sapo
E saltava de mão em mão
Só para encher o seu saco

Em casa era o rei
Posto como fidalgo
Vivia do que manda a lei
E olhava do alto

Na sociedade era furor
Mais verde que tainha
Era um verdadeiro amor
A saltar para a espinha

Reuniu um séquito audaz
Gente que nunca fora cão
Andavam da frente p’ra trás
Como quem espeta ferrão

Um dia também fui sapo
E andei beijando pés
Mas resolvi calçar sapato
- Já não beijam os Zés!


Daniel Candeias